Cidades Inteligentes
Marcos Cordiolli · Cidades inteligentes, dados e inteligência artificial

Cidades Inteligentes, Sustentáveis e Resilientes

Cidades inteligentes não são apenas cidades conectadas. São territórios capazes de utilizar tecnologia, dados, conhecimento e inteligência para compreender seus desafios, planejar o futuro e melhorar a vida das pessoas.

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+10anos de prática em startups e gestão pública
1tese: a tecnologia é meio; a inteligência está em decidir melhor

Apresentação

Esta página reúne reflexões, estudos e experiências sobre a transformação digital das cidades, a partir da convergência entre inovação tecnológica, gestão pública e desenvolvimento urbano. O conteúdo nasce de uma trajetória construída ao longo de mais de uma década na modulação de startups, na gestão pública municipal, na pesquisa sobre novas tecnologias e na aproximação entre empresas, governos e ecossistemas de inovação.

Desde 2015, a atuação na modulação de startups permitiu acompanhar diferentes tecnologias, modelos de negócio e processos de inovação, trabalhando na estruturação de soluções, na validação de propostas e na preparação de empresas para o crescimento. Essa experiência proporcionou contato direto com tecnologias que hoje começam a transformar a gestão e o funcionamento das cidades.

A experiência na administração pública, especialmente à frente da Secretaria de Inovação, Aceleração Econômica, Turismo e Comunicação de Maringá, a partir de 2021, acrescentou outra dimensão a essa trajetória: a experiência concreta de transformar possibilidades tecnológicas em políticas, projetos e serviços públicos. Foi nesse ambiente que se tornou evidente que o principal desafio das cidades inteligentes não está apenas na disponibilidade de tecnologia, mas na capacidade institucional de utilizá-la de forma planejada, integrada e sustentável.

Essa perspectiva também foi ampliada pela atuação como Delegado no Paraná do Korean Valley, aproximando experiências e soluções tecnológicas desenvolvidas na Coreia do Sul do ecossistema brasileiro. A comparação entre diferentes modelos de transformação urbana reforça a importância do planejamento de longo prazo, da integração entre setores, da capacidade institucional e da construção de ambientes favoráveis à inovação.

A reflexão sobre cidades inteligentes, portanto, parte de uma questão central: como transformar tecnologia em capacidade de compreender, planejar e governar o território?

A resposta passa pela integração de diferentes dimensões. Internet das Coisas, conectividade, inteligência artificial, dados, plataformas digitais e automação constituem a infraestrutura tecnológica. Planejamento estratégico e gestão estratégica definem prioridades e orientam a implantação gradual. Governança, capacidade institucional, modelos de contratação, financiamento e cooperação entre governos, empresas, universidades e sociedade criam as condições para que as soluções sejam efetivamente incorporadas à cidade.

É nesse espaço de convergência que se concentram os textos publicados nesta página. O objetivo é discutir as cidades inteligentes não como uma coleção de tecnologias, mas como processo de transformação territorial. A tecnologia é meio; a inteligência está na capacidade de utilizá-la para produzir melhores decisões, serviços mais eficientes, territórios mais resilientes e novas possibilidades de desenvolvimento.

A pesquisa também se estende à economia de dados e à inteligência artificial, compreendidas como elementos estruturantes da nova economia. Como cofundador da Apolus.ai, startup dedicada a transformar conhecimentos dispersos em ecossistemas de inteligência artificial, a investigação sobre dados, conhecimento e inteligência coletiva amplia a compreensão sobre as transformações que estão ocorrendo nas organizações e nos territórios.

As publicações reunidas aqui procuram, assim, acompanhar essa transformação em suas diferentes dimensões: das tecnologias que tornam a cidade perceptível e conectada às formas de interpretar os dados; do planejamento urbano à inteligência territorial; da transformação digital dos governos aos novos modelos de governança; da infraestrutura tecnológica aos mecanismos jurídicos, financeiros e institucionais necessários para viabilizar projetos de longo prazo.

A cidade inteligente não nasce da instalação de sensores, plataformas ou sistemas digitais. Ela nasce quando a tecnologia passa a ampliar a capacidade de uma cidade compreender a si mesma, tomar decisões melhores e construir, de forma contínua, seu próprio futuro.

Os artigos

AutorMarcos Cordiolli

Textos de Marcos Cordiolli sobre cidades inteligentes, sustentáveis e resilientes

Publicado em 4 de outubro de 2026 ·